Natureza rebelde e submissão: como dar conta disso?

A decisão de se tornar escrava submissa é livre para toda mulher. Ao assumir esse papel ela sabe que ao seu Dono deve obedecer e Ele, por sua vez, cobrará dela obediência e postura submissa na relação D/s, que decidiram viver em comum acordo.

No entanto, percebo que a maioria das mulheres que procuram viver o SM na condição de submissa, traz de sua vida baunilha, um temperamento oposto ao que procuram. Geralmente são mulheres de gênio forte e natureza rebelde e exatamente por serem assim é que buscam na submissão, equilíbrio para a sua natureza.

Como lidar com os mais diversos tipos de ordenamentos do Dono, sendo que nem todos eles são assimilados com facilidade? Como obedecer e se submeter se a natureza insiste descontroladamente em se rebelar?

 

Esse é o desafio constante de toda submissa que traz consigo uma natureza rebelde. A priori é um contrassenso rebeldia e a submissão, mas para a mulher que tem essa natureza e decide viver uma relação D/s é necessário cuidado redobrado e busca constante do equilíbrio. Quando uma submissa desobedece por rebeldia, o Dono repudia a atitude dela, pois está ferindo ao que foi acordado. Por outro lado, a submissa quando se vê nessa situação, muitas vezes, assume para si um sentimento de culpa que pode ser pior do que os mais severos castigos. Ela queria tanto… mas não conseguiu! O desejo da submissa foi violado por um ato impensado, um gesto brusco agressivo, uma contestação. O desequilíbrio se estabelece em ambas as partes.

Uma das situações onde mais se percebe a rebeldia de uma submissa, não só dela, mas no caso estou me referindo a submissão, é a tão conhecida situação de ciúme. A relação D/s é muito intensa, quando ela está dando certo, o inconsciente da mulher, antes mesmo da submissa, tende a querer ter controle sobre o Dono, por mais que a realidade seja outra, os fatos dizem abertamente que ela não tem esse direito, esse sentimento de posse insiste em atormentá-la. É comum isso acontecer quando o Dono tem sob seu domínio mais de uma submissa e dá mais atenção a outras. Não somente a outra submissa, mas uma Rainha convidada, ou qualquer pessoa que possa desestabilizar a zona de conforto da submissa. Sentir-se preterida, fragilizada pelo Dono é uma situação propícia para desencadear sentimentos de rebeldia. Porém não é só o ciúme que provoca esse instinto rebelde, outras situações também, esse foi apenas um exemplo.

Há de se considerar que grande parte dos dominadores sente mais prazer quando consegue envergar a rebeldia da uma escrava do que tê-la na condição sempre passiva e cordata. No entanto, tudo tem limite, a constância de atos rebeldes pode desgastar e até mesmo por um fim na relação. Uma coisa é agir impulsivamente com rebeldia, outra é fazer disso um modo de vida e colocar em cheque a autoridade de quem domina.

Não há remédio, nem fórmula mágica que controle essa natureza explosiva, a não ser diligência constante. A “sub-rebelde” deve estar atenta e tentar se controlar nas mais diversas situações-limite para não ter do que se arrepender. O bom da história é que quanto mais o Dono vê a submissa se conter e forjar sua natureza amotinada, mais Ele se aproxima dela.

Por: kalía { K@ }


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