Diversidades nas relações D/s

A relação D/s assume nuanças, muitas vezes difíceis de entender e até mesmo bastante complicadas de se aceitar e viver. Numa sessão BDSM onde a escrava se prontifica servir seu Dono, por mais difíceis que sejam as tarefas e castigos, sejam físicos ou psicológicos, a escrava consegue superar sem maiores problemas, mesmo que seja uma sessão bem hard. Quando aceitou a coleira do Dono ela sabia que estaria sujeita a tudo isso, ela o serve feliz e prazerosamente porque o escolheu como Dono e o que ele lhe faz é desejado por ela.

No entanto, quando muda esta situação, muda-se também o comportamento da escrava. Digo isto, porque o fato de entrar uma terceira pessoa em cena faz com que a dinâmica da sessão se transforme visivelmente. Quando a escrava se vê diante de outra mulher na presença de seu Dono, seja servindo ou dominando outra escrava, ou servindo uma Rainha convidada a lógica é bem diferente.

Receber ordens do Dono é prazeroso e desejado, mas de outra mulher, grande parte das vezes não. Em primeiro lugar pela natural rivalidade feminina provocada pela disputa pela atenção e cuidado do Dono; isto pode gerar crises de ciúme, inveja, ira, sentimentos de inferioridade/superioridade, ímpetos de rebeldia, dissimulações, agressividade e tantos outros.

Embora pareça é muito difícil se submeter no sentido verdadeiro da palavra. Nem sempre estamos preparadas para viver uma série de situações, em nome de fazer a vontade daquele que aceitamos como Dono e em quem confiamos o direito de nos impor o que lhe aprouver. A própria situação de estar a serviço de outra pessoa e nas condições determinadas por Ele, suscita uma série de condicionantes que geram instabilidade física e emocional, que impele a escrava a tomar atitudes, muitas vezes alheias à vontade dela.

Termino este texto deixando algumas questões interessantes para reflexão:

Atitudes imediatas de insubordinação provocadas por situações-limite são sinônimos de insubmissão? Até que ponto não fazer a vontade do Dono significa que a escrava perdeu o interesse de servi-lo? Experiência, tempo de vivência na relação D/s e afinidade com o Dono tira da escrava o direito de ter limitações intransponíveis? Afinal de contas as relações BDSM são consensuais ou de imposições consentidas? 

Que respostas eu tenho para tais perguntas? Talvez quando eu encontrá-las, eu consiga encontrar também o verdadeiro jeito de viver a submissão ideal que tanto alardeio!

por: kalía * K@ *


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