Arte e Prazer na Galeria

Era a primeira vez que eu entrava naquela galeria. Sempre que tenho tempo livre, gosto de visitar museus e galerias de arte. Admirar o que os artistas fazem com o dom que têm, me faz muito bem e renova minhas energias. Vi que era uma galeria pequena, bem decorada, com luzes brancas que davam ao lugar um aspecto moderno. Um perfume suave me envolveu. Senti um fascínio muito grande por tudo aquilo.

Ao caminhar em direção às obras harmonicamente expostas, me encantei com as figuras retratadas nas telas. Fiquei fascinada... Eram pinturas de mulheres nuas sempre de olhos baixos, pareciam submissas... Os contornos e a precisão dos traços, deixavam clara a personalidade forte do artista.

Continuei minha contemplação e nem percebi que num canto mais escondido da galeria, havia um homem trabalhando uma tela. Nossos olhares se cruzaram e sentindo uma timidez estranha, abaixei meu olhar e continuei a observar as telas.

Dei a volta no salão, e agora do lugar onde eu estava pude observar melhor o homem. Era um homem bonito, de presença marcante e com um ar misterioso embora doce. Mais uma vez nossos olhares se cruzaram e eu abaixei rapidamente o olhar não antes de ver um meio sorriso em seu rosto.

Sentindo o desconforto da situação, sai da galeria sem nem olhar para trás. Pensativa, tentei entender porque me constrangera tanto com aquele olhar. Não cheguei a nenhuma conclusão e minha vida seguiu normalmente.

Nem tão normal assim. Durante dias fiquei com aquela imagem em minha memória. Aquele olhar enigmático do homem me perseguiu por algum tempo e me intrigava. E alguma coisa me atraiu novamente àquela galeria. Quando me apercebi, já estava caminhando em direção a ela.

Entrei meio sem jeito e tentando não me fazer notar. Avistei o homem novamente e fingi ignorá-lo. Olhava-o disfarçadamente e notei que ele me fascinava, me atraía de uma maneira que eu não entendia. Parei em uma tela fingindo observar melhor. Foi quando ele se levantou e caminhou com firmeza para mim. Ele disse:

- Boa Tarde. Não é a primeira vez que a vejo aqui em minha galeria, não é?

Eu, completamente sem jeito, quase ofegante respondi:

- Já estive aqui outras vezes sim. Gosto muito das telas. São obras suas?

Ele não respondeu, mas me olhando de um modo atrevido, disse:

- Sou o Dono da galeria e observo muito as pessoas que veem aqui.

Não sei por que, mas senti uma vontade enorme de sair correndo dali... de fugir. Aquele homem era misterioso e alguma coisa me deixava assustada. Tentei sair, e ele não se opôs, saindo da minha frente e me deixando passar. Quando cheguei à porta, o ouvi dizendo:

- Boa Tarde! Volte sempre

Apressei meus passos. Queria me afastar logo dali. Cheguei a uma praça e me sentei pesadamente num banco, tentando respirar melhor e me acalmar. Mas me acalmar do que? Porque estava eu tão abalada, tão ofegante? Porque aquele homem mexera tanto comigo? Mas eu não tinha as respostas e recuperando um pouco da tranquilidade, fui-me embora.

Os dias se seguiram e eu não tirava o homem dos pensamentos. Quem era ele? Que mistérios ele guardava? Queria muito voltar lá, mas a racionalidade me segurava. Eu não deveria voltar lá nunca mais. Mas, há algo no ser humano que, ao mesmo tempo em que amedronta, instiga também... É a curiosidade.

Numa tarde de sexta-feira, já quase escurecendo depois de relutar muito, coloquei um vestidinho leve, pois estava muito calor e sai para caminhar. No meio do caminho, com os pensamentos fervendo, mudei a rota e fui em direção à galeria. Insegura e timidamente abri a porta e logo aquele homem se levantou e veio até mim, dizendo com um lindo sorriso:

- Boa Tarde, eu a estava esperando.

Admirada, consegui responder:

- Bom dia. Esperava por mim?

E ele, sentindo minha insegurança, disse:

- Sim, eu tinha certeza que voltaria. Fique à vontade. Não quero atrapalhar. Virou-se e voltou ao trabalho.

Eu estava totalmente paralisada e ofegante. Percebi a um canto da galeria um filtro de água e tentando demonstrar tranquilidade fui até lá para me servir. No mesmo instante ele chega também e me diz:

- Você não vai querer beber dessa água. Vou te servir algo melhor e me puxando pela mão me arrastou até o fim da loja onde tinha uma escada que dava num pequeno apartamento. Era um apartamento de decoração clara e moderna. A sala tinha apenas um sofá, uma mesinha central, um bar. O som era embutido porque não consegui descobrir de onde vinha aquela música. Percebi um cômodo que pensei ser o quarto. A porta estava fechada. A cozinha era conjugada com a sala.

Ele continuava me segurando pelo braço e quando tentei me desvencilhar, ele me segurou ainda com mais força demonstrando descaso na minha vontade. Não relutei e deixei me guiar. Ele me sentou no sofá foi até à cozinha, onde pegou da geladeira uma jarra com um suco, encheu dois copos e me deu um.

Continuou de pé, me olhando firmemente e eu sem saber o que fazer, bebi o suco de uma vez, sem respirar. Coloquei o copo na mesinha central e ia me levantar para ir embora quando ele, mais uma vez, me sentou no sofá e me disse que esperasse. Voltou à cozinha e retornou com outro copo de limonada dizendo firme:

- Você bebeu aquele muito depressa, sem me acompanhar. Agora vai beber este moderadamente enquanto conversamos.

Não entendi porque eu o obedeci. Mas tentei ficar calma e prestar atenção na conversa. Embora o medo tivesse tomado conta de mim, a conversa foi agradável e falamos muito sobre arte de um modo geral. Apesar de simples, pude perceber que era um homem inteligente e simpático. Mas ainda enigmático.

De repente, ele se levantou e aumentou o som. Tomou minha mão e me levantou, abraçando-me e dançamos pela sala. Dand-me conta da situação, soltei-me e disse que iria embora e ele calmamente falou:

- Quer mesmo ir embora?

Eu confirmei apenas com a cabeça e ele continuou:

- Você poderá ir embora assim que eu te liberar, por enquanto você ficará e me fará companhia.

Tentei sair, mas não consegui dar nenhum passo. Porque eu não conseguia fugir dali? Porque eu estava assim tão magnetizada por aquele homem? O que me fazia querer continuar ali?

Todas essas dúvidas iriam ser dissipadas logo.

Apagou as luzes da sala e pegando em minha mão, me conduziu para o cômodo que ainda se encontrava fechado. Abriu a porta, me puxou para dentro e a fechou em seguida. O quarto estava escuro e fui aos poucos me acostumando com a pequena luz.

Aos poucos, as formas do quarto e objetos foram se delineando à minha frente e enquanto eu, espantada, digeria a imagem do quarto, ele acende a luz, tornando o que eu temia, muito claro para mim.

A imagem era forte, de impacto. O quarto era sensual, provocante e lúdico. Percebi que fora feito para jogos eróticos, e que tinha objetos e mobilia que eu não entendia muito bem, mas que me deixaram apavorada. Tentei gritar e ele tapou fortemente minha boca com as mãos. Com lágrimas escorrendo pelas minhas faces, eu me calei e esperei. Não consegui reagir mais.

Ele me olhava com desejo, mas não me tocou. Fiquei incomodada com aquela inspeção, mas não me movi e não entendi porque eu permaneci naquele lugar. Percebi que alguma parte do meu corpo desejava permanecer naquele lugar misterioso.

Ele então, demonstrando uma calma invejável, disse:

- Tire seu vestido bem devagar. Quero curtir esse momento.

Quase desmaiei. As pernas estavam tremulas e mal me seguravam em pé. Esbocei um sussurro e ele me calou com um estrondoso bofetão.

Desta vez ele se sentou em uma poltrona e aguardou. Disse num tom seco, mas decidido:

- Quero que me obedeça prontamente. Minhas ordens serão dadas uma única vez e se não atender na hora, vai receber o castigo que merece. Tire o vestido!!! Devagar!!!

Temendo pelo pior, obedeci e muito atrapalhada tirei o vestido deixando-o cair no chão. Com um sinal, ele ordenou que tirasse o sutien e a calcinha. As lágrimas já corriam soltas e em vão eu tentava controlar os soluços. Por um bom tempo, ele ficou parado me observando. Me ordenou que virasse de costas, que abrisse as pernas, levantasse os braços. Eu continuava sendo inspecionada. Não conseguia fugir dali. O medo me dominou.

Então, ele se levantou e me fez ficar de frente para uma parede. Levantou meus braços e sem que eu me desse conta do que estava acontecendo, amarrou-os a uma argola que pendia do teto. Meu corpo ficou repuxado. Meus pés mal conseguiam tocar o chão e eu comecei a espernear ao perceber que as coisas já tinham ido longe demais.

Mas ele impassivo, deu um tapa na minha bunda com tanta força que bati meu corpo na parede. Abriu bem minhas pernas e as prendeu cada um dos tornozelos a uma argola no chão. Eu estava imóvel, dolorida e apavorada.

Senti seus lábios em minha nuca. Ele estava me beijando. A língua quente e úmida brincava com minha nuca e minhas orelhas me causando calafrios intensos pelo corpo. Suas mãos apertavam meus mamilos com tanta força que me sentia quase desfalecer.

Suas mãos então desceram até minha buceta, brincando com ela. Eu tentava me debater e gritava. Foi então que ele amordaçou minha boca e calmamente voltou a brincar com minha buceta. Seus dedos me invadiam. Minha intimidade estava sendo devastada. E inexplicavelmente, percebi que aquilo estava me excitando..E ele também percebeu, pois eu já estava úmida.

Na mesma hora em que a vergonha me consumia e o desejo aflorava, ele se afastou bruscamente. Acho que ficou me observando pois eu não pude ouvir nenhum movimento. Ele se aproximou novamente e disse no meu ouvido:

- Está no cio cadelinha? Não consegue se controlar? Mas vai ter que aprender, porque só vai gozar quando e se eu quiser, entendeu?

Aquele homem simples, simpático e de imagem quase que pueril, de repente se transformou num algoz... Ele me torturava... se impunha... se divertia contra a minha vontade. Eu tentava desesperadamente me soltar, mas todo esforço era inútil. Eu estava bem presa e só o que conseguia era me ferir ainda mais.

Ele, sem nem notar meu sofrimento e desespero continuou no seu propósito. Com um chicote começou a me acoitar com força e minha pele foi rasgando e sendo marcada da forma que ele queria. E eu percebi que elas deixariam marcas não só na pele, mas na minha alma também.

Depois que se sentiu satisfeito, soltou-me das amarras e antes que eu caísse no chão, me amparou e me levou a uma cama me deitando de costas. Amarrou meus braços para cima, um em cada lado da cabeceira, deixando-os bem apertados. Depois prendeu cada tornozelo com uma algema presa em correntes que foram presas em argolas no teto, bem distantes uma da outra. Fiquei totalmente imóvel e exposta para ele. Eu chorava, mas já não lutava mais. Meus braços doíam. Minhas pernas presas para cima, tremiam.

Foi então que colocou prendedores em meus mamilos, causando uma dor insuportável. Os prendedores foram presos em uma corrente que foram penduradas no teto também. Os seios esticados, doíam tanto que me faziam delirar.

Eu já não pensava, não sentia, não chorava...só esperava.

Ele surge nu na minha frente e vi seu pau ereto, rijo e percebi que eu já não mais me pertencia...seria dele de uma forma cruel. Mas insanamente eu desejei que ele me possuísse logo. Queria senti-lo em mim e esperei.

Talvez percebendo meu desejo e meu corpo ardente, ele se serviu de pedras de gelo e colocou pelo meu corpo todo, enfiando um em minha buceta. Ficou me torturando com o gelo, esperando que eles derretessem em meu corpo e divertindo-se com minha angustia. Quando as pedras de gelo derreteram, mais uma vez fez uso do chicote atingindo minha buceta várias vezes. E foi então que percebi o quanto aquilo tudo estava me deixando louca de tesão. Eu estava prestes a gozar e ouvi ele dizer:

- Está gostando cadela? Agora você é minha e faço com você o que eu quiser.

Enfiou um consolo na minha buceta e me ordenou que gozasse. Não me controlei e gozei loucamente. Foi um gozo intenso... Diferente de tudo que tinha vivido até ali. Antes mesmo de eu me recompor, ele já estava em cima de mim, me penetrando, estocando e mais uma vez ordenou que eu gozasse. E novamente meu gozo veio explosivo e intenso. Desta vez gozamos juntos. Um gozo explosivo que nos levou aos gemidos mais loucos. Como dois animais nos saciamos. Ele se jogou sobre a cama e pude sentir sua respiração ofegante. Uma satisfação intima tomou conta de mim.

Algum tempo passou, quando ele se levantou e me desamarrou. Fez um carinho em meu rosto; deu-me o beijo mais excitante que eu tinha provado até ali e ordenou que eu tomasse um banho. Obedeci prontamente e com o corpo todo dolorido, mas o coração palpitando fui para o banheiro.

Quando sai do banheiro, ele estava sentado na cama com um copo de água gelada e me observava sorrindo. Tentando dissimular minha vergonha, esbocei um sorriso. Ficamos ali algum tempo até que ele se levantou e ordenou que eu me deitasse de costas numa cama alta. Desta vez não me amarrou.

Ao lado da cama, numa mesinha, notei alguns objetos. Desta vez não me assustei, me senti segura e confiante. Foi então que ele disse que ia usar meu corpo como uma tela, deixando sua marca eterna em mim. Sem esboçar qualquer reação de fuga, eu simplesmente disse:

- Está bem

E com mãos e alma de artista... Com sensibilidade, começou a desenhar em meu seio esquerdo. Ele estava me tatuando. Deixava sua marca permanente em mim, porque tinha certeza que eu já era dele. Naquele momento, eu era a tela do artista e que ele soube explorar com merecimento. Não me incomodei com a dor. Uma emoção forte tomou conta de mim.

Terminada mais uma de suas obras, ele me fez levantar da cama, me vestir e disse que eu já poderia ir embora. E me disse por fim:

- Você me pertence agora. Sei que voltará e aí quem sabe você será minha nova tela.

por: karla { K@ }


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