A Libertina de Alma Cativa

Estávamos no inicio do século XX, o local era um dos mais famosos Bordéis da região e a dançarina no palco era a mais bela e requisitada cortesã de lá. Era uma mulher exuberante, sensual a quem os homens se desdobravam em mimos. Sua fama correu a região e não Lhe faltava Senhores atrás de sua beleza e de seus serviços. Era sempre presenteada com jóias e roupas caras.

Ela estava no palco...dançava como ninguém. Suas formas perfeitas, sua sensualidade e a maneira como usava o corpo na dança, encantava a todos. Seios fartos e expostos num decote generoso, cabelos longos e da cor do fogo, boca carnuda enfeitada por um exuberante batom vermelho, faziam os homens se curvarem a seus pés.

 

Era invejada pelas outras mulheres do local, já que sua beleza era incomparável. Algumas se contentavam em servir àqueles que não ganhavam a graça de tão bela mulher. Outras, num jogo de intrigas e sedução, tentavam de todas as formas destruir a imagem que havia se criado em torno dela. 

Quem a via, num sensual jogo de prazer através da dança, não conseguia mais esquecê-la. Homens não lhe faltavam. Sorriso sempre aberto..os tratava com carinho. Os ouvia em seus problemas..sentia até uma certa pena dos homens que recorriam a ela, infelizes por não conseguirem amar e serem fiéis às suas esposas.

A dança acabara. Os aplausos ecoavam por todo o salão. Na primeira fila, um homem sentado bem à sua frente. Olhar sério e indecifrável. Seguro. Bonito, bem vestido e impassível. Ao vê-lo, os olhos da cortesã brilharam. Ele estava lá, como todas as noites. Outra dançarina começava agora seu número. Os homens ainda a olhavam com olhares cobiçosos, já a disputavam. Mas ainda não era o momento dela escolher aquele a quem ela daria prazer e conforto.

Desceu as escadas do palco com o coração ofegante. Percorreu os corredores do salão, com pressa. Chegou a seu quarto. Ele já estava lá. Ela fechou a porta atrás de si, Ele se aproximou, beijou-a com fúria e a atirou na cama. Com o que tinha à mão, amarrou-lhe os tornozelos nos pés da cama e as mãos para o alto na cabeceira. Puxou o decote de seu vestido, deixando seus seios fartos expostos. Levantou a longa saia e suas roupas de baixo, arrancando-Lhe a calcinha.

Afastou-se. Sentou-se numa aconchegante poltrona à frente dela a olhar. Examinava-a silenciosamente. Era sua propriedade. Os homens a tinham por alguns momentos, por prazeres pequenos, mas Ele a tinha para sempre. Ela imóvel, esperava..ansiava por Ele. Seu peito arfava numa respiração intensa., Seu desejo aflorava de seu sexo. Ele, percebendo, achegou-se novamente, tirou o cinto que segurava sua calça e incontinenti deu-Lhe a primeira cintada. Ela gritou, se mexeu temendo as outras.

Ele, ainda furioso, amordaça sua boca com um lenço. Olha-a, acaricia seu rosto, beija de leve sua face e em seguida dá-lhe um tapa no rosto. O barulho do tapa ecoa no quarto. A surpresa faz com que as lágrimas caiam de seus olhos à revelia. Ele percebe e dá a sua risada já tão conhecida por ela. Deita-se ao lado dela na cama. Ela sente seu corpo tremer de desejo e paixão.

Começa a deslizar as mãos por todo o corpo dela, fazendo-a estremecer. Chega nos seios, brinca com os mamilos e eles entumescidos demonstram o seu desejo. Pega um dos mamilos e aperta-o bem forte, torcendo-o a ponto de fazê-la soltar um grito abafado pelo lenço em sua boca. Ele faz o mesmo com o outro. Novamente o grito abafado. Ele então morde-os com força deixando-a totalmente entregue àquela sensação de dor e prazer.

A mão toca seu sexo, sentindo sua umidade. Ele a explora com os dedos, buscando deixar claro a posse que tem sobre ela. Ela se aquieta, esperando, sentindo o prazer, o arrepio que isso lhe causa. Ele invade seu intimo com a autoridade que Lhe cabe. Ela suspira, rebola na cama, tenta mostrar a Ele como gosta, como quer. Mas Ele para imediatamente, levanta-se e se afasta dela.

Ela novamente espera. Espera pelo seu algoz. Aquele que através da dor lhe causa tanto prazer. Não consegue mais viver sem Ele. É sua escrava...cativa daquele que a domina com apenas um olhar. Aqueles homens lá fora tem o seu corpo, o usam para os seus prazeres. Mas sua alma, seu coração e seu prazer só pertencem a Ele.

Tirando-a de seus pensamentos, Ele a desamarra, arranca-lhe toda a roupa e a joga no chão. Mostra seus pés e ela já sabe o que fazer. Tira-Lhe as botas, as meias e começa a lambê-los como prova de sua submissão a Ele..Ele a olha, ela passa a língua por todo o pé Dele. Passa de um pé ao outro. Lambe a sola, os dedos um a um, mostra toda a Sua obediência naquele gesto. Ele alisa seus cabelos, e ao mesmo tempo a puxa para perto de si.

De repente, um toque na porta. Ela se abre e duas mulheres entram. Ela as conhece. São duas dançarinas do bordel. Dois de seus dissabores lá dentro. Tenta esconder o corpo nu, mas é em vão. As mãos não a cobrem de todo e ela sentindo-se envergonhada, tenta se esconder como pode.

As mulheres sem mesmo notá-la, correm aos braços Dele, com gritinhos e gemidos. O beijam e O abraçam em grande algazarra e Ele, beija-lhes as bochechas, belisca suas bundas e os 3 caem na cama aos risos. Ninguém se importou com a presença dela ali. E ela, enfurecida, levanta-se e vai em busca de suas roupas. Antes de alcançá-las, Ele já está na frente dela, esbofeteando-a com força e a jogando no chão novamente. Ela cai desajeitada e Ele se aproxima e com os pés, abre suas pernas. Ela ouve os risinhos de deboche das meninas e sente uma vontade enorme de fugir dali.

Mas ela sabia que não adiantaria tentar. Estava prisioneira daquele homem. E para ser sincera consigo mesma, não tinha vontade de se soltar dessas amarras. Viu as meninas novamente puxá-Lo para a cama. Uma tentava tirar-Lhe a camisa, outra as calças. Ele se divertia com elas e em pouco tempo também estavam nuas.

Ela, envergonhada, assustada e furiosa, olhava a cena, que se tornava mais forte a cada minuto. Aquelas mulheres o abraçavam e beijavam com paixão, sem pudor. Ele se deixava levar por elas que gemiam, davam gritinhos escandalosos e riam alto. O desejo crescia entre eles. Ela pôde notar o membro do Senhor, já pronto para elas.

Notou que Ele beijava uma delas com ardor. As mãos acariciavam os seios dela. A outra, não relutou em abocanhar o membro rijo, se fartando em sentir o gosto do homem que a agradava. Ela não suportou ver aquilo. Era humilhação demais, mas como explicar o tesão que aquela cena lhe causava?

Antes que Seu prazer jorrasse, Ele a fez ficar de quatro na cama e a possuiu com fúria. A mulher gemia feito cadela no cio e Ele mais e mais a penetrava com fortes estocadas. A outra mulher olhava e se tocava. Podia-se ver seu desejo fuir de seu sexo. Nesse momento, a bela cortesã percebeu que seu desejo também escapava-Lhe, que escorria por suas pernas. Queria se tocar, mas a vergonha não lhe permitiu.

Assim que o Senhor se satisfez, deitou-se na cama e a um sinal Dele, elas desceram da cama e começaram a dançar. Era uma dança sensual e erótica, provocante e elas faziam isso lindamente. O ciúme cresceu dentro dela, mas viu o quanto aquilo encantava ao Seu homem. Teve vontade de se levantar e dançar. Afinal, ela era a preferida dos homens..Era ela quem mais os encantava com sua dança. Aquelas mulheres eram iniciantes e nem se comparavam a ela. Mas como sempre, não se mexeu, apenas observava.

A dança aconteceu por um bom tempo e o Senhor, admirado, já se excitava de novo. Foi quando Ele se sentou na beira da cama, a outra mulher se aproximou e de costas sentou-se, deixando-se penetrar por Ele. A outra continuou a dançar e os dois, excitados, permaneciam ali na dança do sexo e do desejo. Aquele homem que a dominava com um simples olhar, desta vez estava entregue ao prazer, nas mãos da dançarina que O tinha cativo do desejo. E ela sabia disso, porque olhava para a bela cortesã e sorria maliciosamente.

Rebolava, fazia movimentos incontroláveis deixando-O totalmente entregue naquele prazer desmedido. Ele acariciava seus seios e os gemidos foram crescendo até romperem na explosão de prazer que envolveu o quarto. A dançarina continuou seus passos eróticos e os dois deixaram-se cair prostrados.

As lágrimas corriam por sua face, agora sem que ela tentasse detê-las. Nunca O vira assim tão entregue ao prazer. Tão fora do comando como naquele momento. Aquela mulher o enlouquecia e isso era visível. Chorava agora compulsivamente. Quando percebeu que Ele se aproximava dela e a fez deitar-se na cama, novamente amarrou-a como no começo, deixando-A exposta. Não dava para não notar o ar de deboche daquelas mulheres e a vergonha a consumiu.

Ouviu-se um toque na porta novamente e ao comando do Senhor, ela se abriu. Era um dos funcionários do bordeu acompanhado de um homem altamente embriagado, mal vestido e mal cheiroso. Barbudo, com um fedorento charuto na boca. Ao ver as meninas nuas, arregalou os olhos e cambaleante foi em direção a Elas, mas foi barrado pelo Senhor que apontou a cama onde ela estava.

Quando a bela cortesã percebeu o que ia acontecer, começou a se debater como louca. Tentou gritar, mas o lenço a impedia. A fúria tomou conta dela. O homem, ajudado pelo Senhor, chegou perto da cama e se jogou em cima dela ávido por saciar-se, causando-lhe uma náusea grande. Com aquela boca de hálito ruim, a barba a lhe arranhar a pele, arrancou-lhe a mordaça tentava beijar-lhe. Enfiava a língua em sua boca, num beijo lambuzado com a saliva cheirando a alcool. Ela se esquivava da melhor forma que podia.

Como um animal, começou a tocar seu corpo com a boca, as mãos. Desajeitadamente pelo efeito da embriaguez, ele a tocava com brutalidade. Ela podia ouvir a risada das mulheres que ainda permaneciam no quarto e viu o Senhor se aproximar da cama, abrindo ainda mais suas pernas e expondo-a ao homem, que não se conteve e caiu em cima dela de roupa e tudo..Ao som de muitas risadas, as mulheres ajudaram o homem a tirar suas roupas e depois disso, ele penetrou a cortesã, dando estocadas desajeitadas e causando imensa dor.

Depois que se satisfez o homem ainda a tocou no corpo todo, mordeu seus seios e mamilos, chegou ao sexo dela e com a língua, lambia, penetrava. Com os dedos afastava os lábios vaginais e lambia desde o ânus até ao clitóris. Ela se debatia com nojo e os outros no quarto riam às gargalhadas.

O homem, satisfeito, levantou-se, vestiu-se com a ajuda das mulheres e saiu do quarto cambaleante e agradecido. Ela chorava envergonhada, humilhada, dolorida, enquanto as mulheres se vestiam e se despediam do Senhor, com abraços, beijos e tapinhas na bunda. O Senhor se aproximou, delicadamente enxugou as lágrimas, desamarrou-a, tirou a mordaça e em seu ouvido disse: agora você sabe quem manda em você não é? Fará sempre e tudo o que eu mandar. Levante-se, tome um banho, vista-se com esmero e volte ao trabalho.

E saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

Ela, novamente no palco...dançando com movimentos suaves e sensuais, levando todos os homens à ovação. Desde já eles a disputavam. Senhores ricos e influentes. Todos pagavam pequenas fortunas para tê-la por algumas horas. Mas a nenhum ela entregou seu coração e sua alma. Ela pertencia a Ele. Senhor de suas vontades, de seus desejos e de sua vida. Ela O esperaria sempre.

por: karla { K@ }


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