A Lição da Escrava

Eu estava saindo com aquele homem há uns 2 ou 3 meses, Nada sério ainda. Sua companhia me agradava bastante, já que nossas conversas fluíam de forma prazerosa; tínhamos algumas coisas em comum e isso nos aproximava. Tinha algo nele que me despertava curiosidade e ao mesmo tempo me deixava temerosa. Não sei o que era...talvez um mistério envolvente; ou aquele olhar determinado e direto que me intimidava.

Suas atitudes eram sempre seguras e de certa forma, autoritárias. Não me lembro de ter aceito nenhuma sugestão minha para o que quer que fosse. Mas não tenho duvidas de que ele mexia comigo e essa sensação deliciosa era o que me deixava presa a ele. Na cama tudo era muito intenso e nossas transas

me proporcionavam orgasmos múltiplos, me levando a um grau de prazer que nunca havia sentido antes. Eu ainda não sabia se estava feliz com essa relação; o que eu tinha certeza é que eu estava curtindo muito.

Não tínhamos ainda o compromisso sério e por isso me reservava o direito de sair com amigos e ter liberdade para viver minha vida sem dar muita satisfação e como eu quisesse. Nossos encontros eram esporádicos e sempre determinados por ele: dia, local e horário. Era ele quem escolhia os motéis ou onde iríamos e também dava um jeito de dizer como eu deveria ir vestida. Quando saiamos para jantar ou almoçar, ele "sugeria" o que deveríamos comer e, achando graça da situação, eu concordava.

Não sabia muito a seu respeito: que tipo de trabalho tinha, onde morava. Já ao contrário, ele parecia saber praticamente tudo sobre mim. Lembro-me que surgiu na minha vida por acaso, quando nos conhecemos numa festa de aniversário de um amigo em comum. Ficamos juntos naquela noite e saímos da festa direto para um motel. Na porta do quarto, ele pegou o lenço de seda que eu usava com o vestido, e vendou meus olhos; pegou minha mão delicadamente e entramos no quarto. Ainda vendada, ele me deu um longo beijo e eu me deixei envolver. Foi o beijo mais extasiante que já recebi.

Me deixei conduzir por ele o tempo todo e estranhei a confiança que eu tinha nele e como me submetia mesmo que discretamente às suas vontades. Transamos a noite toda; envolvidos um nos braços do outro, não percebemos o dia amanhecer. Foi uma noite inesquecível, que me permitiu enveredar pelos caminhos do prazer físico ilimitado.

Mas a vida seguiu. Nossos encontros não eram frequentes, embora ele sempre desse um jeito de marcar presença com telefonemas, mensagens ou até me mandando flores com cartões românticos. Eu estava excitada com nossa relação, mas não a tratava como prioridade e por isso continuei minha rotina habitual no trabalho e no lazer.

Neste sábado eu estava me preparando para ir ao casamento de um casal amigo. Havia comprado um vestido longo vermelho, bordado com rendas e pedrarias. O vestido, justo, realçava minhas formas e o decote generoso deixava os seios mais marcados. Fiz uma maquiagem mais forte, dando destaque aos olhos e lábios e por fim calcei as sandálias de saltos bem altos e finos, e que expunham meus pés quase que totalmente. Completei com gotas de perfume amadeirado. Pronta, olhei-me no espelho mais uma vez, e satisfeita sai rumo à festa.

A Cerimônia religiosa foi linda e emocionante. Os noivos estavam radiantes e me lembrei de nossos muitos anos de amizade. Quase todos os meus amigos estavam ali e foi muito gostoso rever a todos.

A festa estava animada e perfeita. Dancei animadamente a noite toda e me diverti muito com os amigos. Cansada, voltei à mesa acompanhada de um amigo e conversamos animadamente, rindo muito. Ele se mostrava muito interessado em mim e não me largou a noite toda. Bebemos e conversamos às vezes sozinhos, às vezes outros amigos se juntavam a nós.

Dançávamos outra música, quando de repente eu o avistei. Senti meu coração pular do peito; minhas pernas tremeram e tive que me apoiar nos braços do amigo para não desabar no chão. com um meio sorriso nos lábios me olhava fixamente, sem se mover; eu, constrangida sem saber exatamente porque, também não me movi.

Pedi ao meu parceiro de dança que voltássemos à mesa e lá fiquei trêmula e ofegante, despertando a curiosidade do meu amigo. Desconversei, dizendo que estava cansada por ter dançado a noite toda. Meus pensamentos não permitiram que eu me concentrasse em mais nada. Eu não o vi mais pelo resto da noite, embora o tivesse procurado em todos os cantos. Não sei porque, eu estava temerosa...não entendia o motivo, mas fiquei sentada até me recompor.

Depois de refeita da surpresa, resolvi agitar um pouquinho mais a minha noite e comecei a provocá-lo. Puxei o amigo até a pista de dança, e dancei insinuantemente por um bom tempo. Eu abraçava meu amigo, cochichava em seu ouvido, ria alto e me jogava em cima dele. Sempre de olho naquele homem. Ele continuava impassível; quando algumas vezes nos cruzamos na festa, ele simplesmente sorria e me fazia um aceno com a cabeça. Aquilo me irritou muito, porque ele parecia não se incomodar com aquela minha maneira de agir.

Quase ao amanhecer meu grupo de amigos e eu, decidimos ir embora. Me despedi de todos e me dirigi ao meu carro que estava no estacionamento. Nem bem destravei a porta e senti uma mão firme me segurando pelo braço; instintivamente já ia gritar quando alguém me cumprimentou e ao virar dei de cara com ele às minhas costas. Percebendo meu embaraço, ele sorriu e perguntou:

- Divertiu-se?

Eu, ofegante respondi:

- Sim claro; a festa estava bem animada e divertida. Me diverti muito sim.

E ele mais uma vez disse:

- Vai pra casa agora ou vai esticar a noite?

E eu respondi dando um sorrisinho sem graça:

- Vou para casa...estou cansada e querendo uma cama...

Ele sorriu também, e pelo braço me conduziu ao banco do passageiro; deu a volta ao carro e entrou, dando partida e deixando a festa para trás.

Eu não entendi porque aceitei tudo isso sem esboçar nenhuma reação ou se quer me permiti agir. Ele não disse nada o trajeto todo, e eu indecisa com a situação não quis quebrar o silêncio. Percebi que não era o caminho de minha casa e quando ia dizer alguma coisa ele parou o carro em frente a um edifício, descendo do carro. Deu a volta, abriu a porta e segurando-me pelo braço me fez descer.

Entramos no prédio e eu o seguia curiosa e com o coração aos pulos. Pensava nas nossas transas, e o meu desejo e excitação escorriam pelas pernas. Meu rosto estava afogueado, minha respiração ofegante e as pernas ainda tremiam. No elevador ficamos de frente um ao outro e ele me encarava firmemente, enquanto eu baixava os olhos, constrangida. O que ele pretendia? Porque eu não conseguia me soltar dele e sair correndo?

Chegamos ao apartamento. Ele abriu a porta e meio rude me empurrou para dentro. Dei uns passos à frente e parei, assustada. Ele sentou-se displicentemente no sofá e ficou me observando por um longo tempo. Parece que me desliguei e só pude perceber depois, quando ele me abraçou e dançamos a música suave que tocava ao fundo. Me deixei levar pelos movimentos dele, e fiquei inteiramente entregue ao momento. Meu corpo clamava pelos seus toques; e quase gritei para que ele me tomasse.

Por impulso, abri meus lábios e procurei sua boca com um desejo grande de senti-la dentro de minha boca. Ele beijou-me alucinadamente, percorrendo com a língua todos os cantos de minha boca. Foi delicioso...quase desmaiei. Mas de repente, senti um puxão no meu cabelo e a cabeça tombando para trás; não conseguia me mover e disse que ele estava me machucando.

Ele riu:

- Está doendo? A mocinha está reclamando?

Soltou-me e sentou-se no sofá novamente ainda me encarando com um sorriso irônico:

- Você gostou de dançar agarradinha ao seu amigo? Se excitou em ser apalpada por ele? É isso que você gosta - de passar de mão em mão, de se oferecer abertamente?

Fiquei irada e já ia gritar que eu não estava me expondo e me oferecendo, quando ele disse num tom de desprezo que eu ficasse quieta.

- Não quero ouvir nada...nem um gemido...nada!!!!!

Olhando-me demoradamente, falou suavemente:

- Ofereça-se a mim!!!!!!

Eu gelei! Não ia fazer aquilo; quem ele pensa que é para agir assim comigo? Quer saber? Cansei, vou-me embora agora mesmo e quando me virei para sair correndo, ouvi ele dizer tranquilamente:

- Fique parada aí mesmo onde está. Ofereça-se a mim!!!! Estou mandando.

Não conseguia me mover; o pavor tomou conta de mim e só aí eu pude perceber que havia entrado num caminho perigoso e que precisava fugir dali. Mas estava paralisada de medo; e de repente vi que ele tirou o cinto de sua calça e sem titubear, deu-me uma cintada tão forte nas pernas, que cai no chão de joelhos, chorando. Ele aproveitou-se para abaixar minha cabeça até o chão e bateu-me com fúria tantas vezes que eu desmaiei.

Quando acordei, sem noção de quanto tempo eu fiquei ali desacordada, senti que não podia me mover. Olhei em volta para entender o que estava acontecendo e vi que meu corpo tinha feridas e sangrava por causa do espancamento. Eu estava amarrada - pendurada pelos pulsos, com uma corda que pendia do teto. Minhas pernas estavam presas com os joelhos dobrados e os pés para cima; estavam tão abertas que eu estaria totalmente exposta a ele se não fosse o vestido.

Tolamente não imaginei o que ele faria em seguida.

Arrancou-me o vestido e a lingerie com violência e aí sim fiquei totalmente exposta a ele. Com o corpo todo dolorido e cansada da surra, eu quase não me movia, nem pensava - apenas esperava e chorava baixinho.

Ele afastou-se um pouco para me observar...rodeava meu corpo, sem dizer nada. Senti uma vergonha imensa; queria me esconder. Mas como? Eu estava amarrada e sem forças para tomar qualquer atitude e de certa forma, sem entender porque eu confiava nele e acreditava que devia obedecê-lo.

Aproximou-se novamente e com as mãos, acariciou meu corpo inteiro, suavemente, causando-me arrepios de excitação e arrancando-me gemidos que revelavam o meu tesão. Esqueci toda a dor para me deixar levar apenas pelo prazer que tomava meu corpo. Senti suas mãos apalparem meus seios, beliscarem meus mamilos. A seguir, toucou-me com os dedos e os enfiou dentro de mim, explorando toda a minha intimidade, deixando-me louca de tesão.

Meu corpo estava dormente por causa da posição, mas reagia a todas as caricias dele com gemidos e leves movimentos, desejando muito que ele me penetrasse e me tomasse como tantas e tantas vezes já o tinha feito. Vendo-me já excitada e o desejando, ele afastou-se e quando voltou, colocou em cada pé, um elástico e disse:

- Vou dizer algumas coisas e quero que grave bem na memória porque não repetirei!

Puxou bem os elásticos e os soltou abruptamente; a dor foi tanta que soltei um grito grotesco e não mais segurei as lágrimas.

- Eu te escolhi no meio de tantas meninas para ser minha propriedade. Daqui pra frente você me deve obediência cega e irrestrita e só fará o que eu permitir. Viverá sob meu teto e cuidados e deverá cumprir à risca todas as regras determinadas por mim. Cada regra ou tarefa não cumprida de acordo às minhas vontades, será severamente castigada até que aprenda a ser uma boa e plena submissa.

A cada frase dita, ele esticava os elásticos e os soltava e eu já estava no limite da realidade. Não pensava mais...não raciocinava; apenas implorava para que aquilo acabasse logo:

- Por favor, pare. Não estou mais aguentando; minhas forças estão se esgotando. Vou morrer....vou morrer!!!!!

Ele ria sem se importar comigo e dizia:

- Você não vai morrer não; você vai aprender a me obedecer e a ser uma submissa de verdade. Aí sim você poderá merecer de mim algumas regalias; por enquanto, você será apenas treinada.

Desamarrou-me e levou-me ao banheiro, onde a banheira já estava preparada. Delicadamente colocou-me dentro dela e lavou com cuidado todas as minhas feridas. A água morna ardia em minha pele...meus gemidos e lágrimas não o incomodavam. O banho aliviou um pouco as dores. Ele enxugou-me suavemente e levou-me para a cama. Deu-me o telefone e disse:

- Ligue para o seu trabalho e diga que está doente e não vai trabalhar amanhã.

Obedeci e tentando manter a voz normal eu avisei na empresa que não iria trabalhar no dia seguinte e desliguei.

Ele estava deitado ao meu lado, olhando-me sorrindo. Beijou-me mais uma vez tão intensamente que me senti totalmente apaixonada por ele. Senti meu coração ligado a ele para sempre. Suas mãos procuravam meu corpo agora com carinho, despertando a chama do desejo; eu me despi do medo e da duvida e me ofereci a ele como uma vadia, porque sabia que era assim que ele desejava. Abri-me, esperando e ele soube como arrancar de mim suspiros e gemidos, deixando-me ansiosa por telo dentro de mim.

Mas ele parou de repente e disse que eu não merecia tê-lo...não ainda.

Saiu do quarto, deixando-me sozinha e cheia de desejo.

O tempo passou...lentamente; eu o aguardava, molhada de tesão; foi quando abriu a porta e entrou. Levei um susto; tentei me recompor, cobrir meu corpo, mas não tinha como. No quarto, além dele, entrou também uma linda e exuberante mulher. Ela olhou-me com desdém, abraçada a ele. Aquilo me atingiu como uma punhalada...senti o ciúme tomar conta de mim, deixando-me irada. Ia levantar para colocá-la para fora, mas ele me impediu atirando-me à cama com força:

- Você vai ficar aí, quietinha!

Voltou-se para ela e a beijou. Um beijo tão intenso que minha respiração parou. A raiva me dominou; virei-me na cama dando as costas a eles. Logo comecei a ouvir os gemidos dele e curiosa, virei-me para ver. Ela o estava seduzindo; com movimentos sensuais ela tirou a roupa, revelando um corpo bem feito de formas volumosas. Os olhos dele brilhavam e ficou nítido que me ignoravam completamente naquele momento.

Fechei os olhos, mas por pouco tempo, porque a curiosidade me aguçava os sentidos. Ao abri-los novamente eu a vi abocanhando o pau do homem que eu amava; ele a acariciava e gemia de prazer. Quando percebeu que ia gozar, ele a deitou na cama e a penetrou. Agora os dois gemiam prazerosamente; seus movimentos foram se intensificando até que eu os vi chegarem ao êxtase tão intensamente que gozei junto, dando vazão também ao meu prazer.

Depois de algum tempo, enquanto os dois abraçados se rendiam ao cansaço pelo gozo intenso que tiveram, eu solitariamente me entreguei à dor de ver aquele homem que eu amava dedicar seu prazer a outra mulher.

Quando a mulher foi embora, ele voltou ao quarto, deitou-se comigo, abraçou-me e disse:

- Agora você sabe que não deve mais provocar ciúme em seu Dono. Quando te vi se divertindo nos braços de outro homem eu senti que eu deveria mostrar a você quem é que manda aqui né?

por: karla { K@ }


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