Castigo no Carnaval

Esta história é verídica e trata-se da experiência que tive com meu Senhor Mestre K@, num encontro BDSM que participamos no feriado de carnaval de 2010, acontecido numa chácara nos arredores de Brasília, a convite de uma amiga Dominadora. Éramos ao todo cinco casais, mais a nossa anfitriã e uma escrava convidada.

O encontro foi uma delícia, pois todos ficaram bem à vontade, cada um fez a sua cena quando sentiu vontade, quantas vezes quiseram, sem formalidades, sem competição, mas com muito respeito com a fantasia de cada um. O que mais me chamou a atenção foi ver o interesse de todos, pelas cenas e práticas, as dúvidas e curiosidades apareciam e ninguém teve receio de perguntar nem mesmo os Tops; e nem eles de nos responder tudo que perguntamos.

 

Tive uma belíssima aula de prática com agulhas e despertou ainda mais o meu desejo de experimentar. Quase fiz uma suspensão, mas no fim era puro terrorismo do Mestre, embora eu tenha muita vontade de experimentar também; da próxima se o Mestre mandar sério eu encaro rs. Aprendi muito com os praticantes de shibari que lá estavam, as submissas... que exemplo! As masocas nem se fala, deram um show de vivência. Considero delicioso participar de encontro como este, pois aprendo muito, tenho fome de conhecimento e curiosidade com tudo. Ao mesmo tempo sinto que ganho mais forças para viver ainda melhor a minha entrega ao Mestre.

Vou relatar um trecho do encontro quando o Mestre fez uma cena comigo e pra variar me pegou de “calça curta”. Acabamos de assistir uma belíssima sessão de spanking onde o Dominador, com mão forte e muitíssimo pesada, batia na sua escrava que, creio eu, doía mais que qualquer chicote. Cheguei a achar que ele fosse parti-la ao meio. Mas como acho lindo apanhar com a mão do Dono imaginei que ela estivesse nas nuvens, embora chorasse bastante de dor. Ele também não deixou de usar chicotes, e vamos respeitar, com muita propriedade.

 

Eu estava tão embevecida com a cena que desliguei do mundo, foi de uma cumplicidade entre Dono e escrava que mexeu com as emoções de todos. Eis que de repente, o Mestre chega até meu ouvido e sussurra: prepare-se que você é a próxima. Gelei e olhei para ele que estava com aquele lindo sorriso de sádico no rosto! Fitei uma bancada que estava ao meu lado, cheia dos mais diversos chicotes e instrumentos dos Tops que ali depositaram para serem socializados, alguns davam medo só de olhar. Um misto de excitação e tensão tomou conta de mim. No fundo eu adoraria que o Mestre fizesse uma cena de spanking como aquela comigo. Só que sub sempre acha as coisas erradas, é incrível isso! Terminou a cena que foi muito aplaudida por todos.

O Mestre foi até um dos Dominadores praticante de amarrações e conversou baixinho com ele. Depois veio até mim e me mandou ajoelhar e beijar Seus pés, o que fiz prontamente (amo fazer isso). Ele me mandou deitar de bruços no chão. Veio o outro Dominador e fez uma amarração linda nos meus pés que ficaram suspensos para cima, ou seja, sem ter pra onde fugir, e claro, totalmente à mercê do sadismo do Mestre. Vi que meu desejo do spanking já tinha caído por terra. Ele se aproximou de mim e disse diante de todos os convidados: Você sabe por que vai apanhar kalía?

Sei bem que o Mestre nunca bate sem motivo e em cenas públicas ele adora expor o erro da escrava para o castigo doer mais ainda. Mas o que ele exporia ali diante de todos?

- Você lembra daquela pérola de erro que está anotado no seu kaderninho kalía?

Quando ouvi essa pergunta gelei da cabeça aos pés. Meu Deus não queria acreditar que Ele diria aquilo em público. Eu sabia muito bem que erro eu tinha cometido, aliás, por mais de uma vez até. E sabia também que ele estava esperando um momento especial para cobrá-lo, mas ali, diante de todos?! Quanta humilhação! Sem conseguir conter já comecei chorar de vergonha e ouvi alguém dizendo “nossa castigo no pé eu não aguento”; “Agora ela está frita porque ele ama bater no pé”.

Fugi logo dos meus devaneios quando o ouvi repetir a pergunta desta vez em tom bem alto: Sabe por que você vai apanhar kalía? Vai falar ou vou ficar aqui esperando a noite inteira? Eu respondi trêmula e gelada: Sei sim Senhor. Muito bem, disse Ele, então quero que fale em voz alta para todos ouvirem.

Era muito doloroso cumprir essa ordem, mas tive de arrancar coragem de não sei de onde, pois se não o fizesse, aquele olhar sádico cheio de brilho anunciava algo bem pior poderia acontecer se eu me retraísse naquele momento. Enfim com voz tímida e fraca eu disse: Errei porque não soube me comportar como Sub de Laranja Senhor.

- Errou porque acha que é dona do seu nariz, não sabe que é Sub de Laranja, mas é sub do mesmo jeito, portanto não “dona” das meninas e não está autorizada a fazer com elas o que der na sua cabeça, mas o que EU MANDAR entendeu? Sim Senhor.

- Você pode mandar nos seus escravos, mas nas minhas escravas quem manda sou eu, inclusive em você, estamos entendidos kalía? Sim Senhor.

- Enquanto você quiser ser minha sub, a bandinha vai tocar do meu jeito, certo? Ou então você tira essa coleirinha e vai ser Rainha! Chorando respondi: Entendi Senhor, eu jamais quero tirar Sua coleira, quero ser Sua, sou e serei o que o Senhor quiser.

Muito bem vamos ver se você vai aprender mesmo disse Ele. O silêncio era pesado, ninguém dizia nada, a concentração era geral. Para completar apagaram as luzes e deixaram só a claridade das velas, muito lindo, mas para quem estava no meu lugar chegava a ser medonho.

- Bem só pra esquentar vamos começar por esse aqui. Dizendo isso Ele colocou no meu pé o bendito elástico (borracha de prender dinheiro) e começou... tec... tec.. tec... 10, 15, 20! Tentei fazer de forte, mas não deu comecei a gemer e me contorcer de dor. Depois Ele passou para o outro e pé e continuou: tec, tec, tec... não parava nunca... Ele tinha me ordenado que contasse em voz alta as vezes que aplicava os golpes com o famigerado elástico e o medo de errar na contagem era grande, procurava me concentrar de todo jeito... algum deslize e Ele recomeçaria tudo de novo... Céus como aquilo provoca uma dor incrivelmente irritante! Estavam todos fitados vendo a cena, senti vergonha e raiva de mim mesma por ter errado e ter que passar por aquela humilhação.

Meus devaneios foram interrompidos pela pergunta do Mestre em tom sádico, você vai tomar mais iniciativa por conta própria kalía, vai? Não Senhor!

Uma queridíssima amiga Dominadora emprestou para o Mestre um chicotinho que de olhar parecia bonitinho, uma miniatura de chicote de verdade, aparentemente inofensivo. Meu Deus, aquilo parecia ter vindo das trevas, porque foi assim que ficou minha vista depois que tomei três chicotadas do infeliz! Não resisti, gritei de dor e comecei a chorar e Ele não parava de bater. Tentava me esquivar do castigo, mas sem chance, estava presa mesmo.

O Mestre se aproxima de mim tira o sapato e coloca o pé pertinho da minha boca e me deixa beijá-lo, tentei lambê-lo, mas Ele deixou só um pouquinho e tirou. Aquele cheiro inebriante fez correr forte o sangue nas minhas veias.

- Está vendo? O pé da nobreza é bem cuidado, mas de sub indisciplinada merece castigo. Está doendo minha sub? - Muito Senhor.

- Tadinha, Vai aprender a me obedecer agora então? Vou sim Senhor, respondi em prantos.

Olhando de soslaio percebi pelo volume da calça Dele o quanto estava animado com aquela cena e eu fiquei também, embora não curta dor física, não sou masoca nesse sentido, por submissão suporto dor que jamais imaginei suportar. Quando o vejo excitado então, não me contenho, a vontade de me tocar era imensa, mas jamais ousaria pedir. O prazer Dele inebria os meus sentidos e estimula minha libido de forma impressionante.

- Agora vamos ao seu preferido! Eu olhei para trás e quando vi o alicate na mão Dele não contive o grito e implorei: Por favor, Senhor esse não. Até o tesão sumiu! Meus pés já estavam destruídos e o alicate sempre foi o meu terror. Ouvi quando disseram: Isso aí eu não aguento.

Ele pegou logo abaixo do dedinho e apertou com força... urrei de dor! Apertou duas... três... quatro! Eu em prantos já chorava copiosamente. Ele partiu para outro pé, uma duas três... na quarta completou: Quer ver como sub aprende rapidinho obedecer o Dono? Prendeu o alicate na curvatura do pé, na parte mais fina apertou, torceu e balançou meu pé no ar pra lá e pra cá. Dizendo:

Vai fazer APENAS o que eu te mandar kalía? Urrando de dor respondi: Sim Senhorrrrrrrrrrrrrrrrr aiiiiiiiiiiii!

Ele abaixou-se e afagou os meus cabelos, aí que chorei mais ainda. De repente sinto uma fisgada do alfinete no pé, duas, três, várias. E depois no outro... Eu só gemia nem tinha mais forças pra chorar. Em seguida, Ele bruscamente baixou a minha calça e a calcinha e começou a chicotear minha bunda.. lap.. lap... lap... lap... mudou de chicote e continuou para experimentar os chicotes dos colegas. Voltei a chorar convulsivamente, já de soluçar. Ele me pergunta:

O que está doendo mais o pé ou a bunda kalía? Tudo Senhor! Só lamento. Você está lembrada da sua safe? Sim Senhor. Ótimo!

Mas aí veio algo pior ainda. Ele pegou uma espécie de bastonete duro feito ferro, mas acho que era de madeira bem dura, nem lembro a quem pertencia. Sem piedade Ele voltou a torturar meus pés com golpes secos. Eu gritava e suava frio senti que mais um pouco iria urinar na roupa. A cada golpe era como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo... mal fazia barulho, mas doía até na alma.

Ele parou e o ouvi de longe pedir para o Dominador desamarrar o meu pé. Fiquei solta no chão, exausta. Ele me mandou levantar e com muita dificuldade consegui. Meus pés mal podiam tocar no chão, doía tudo. Ele vestiu minha roupa, me deu um abraço e um beijo e disse: Espero mesmo que tenha aprendido a lição. Abaixei e beijei os pés do meu Senhor e o agradeci pela justa correção.

Os amigos aplaudiram a cena e vieram nos abraçar e eu boba continuei chorando só que agora já era de emoção! É incrível como a intensidade de uma cena pública mexe com o emocional da gente. O bom de tudo isso foi que ganhei de presente todos os meus erros anotados no kaderninho como cobrados... Eu saí zerada e feliz de lá!

Pena que submissa sempre erra tanto que por certo cenas como essa aconteceriam outras vezes... Tomara que não seja por erro pior.

por: kalía { K@ }


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