A Cabana

Eu estava em pânico. Meu carro havia pifado naquela rua deserta, longe da estrada principal, me deixando apavorada. Eu não devia ter me demorado tanto naquela festa, ainda mais sabendo que voltaria para casa sozinha. Procurando não me apavorar, tentei imaginar o que poderia ter acontecido para o carro parar daquela forma. O medo me tirava a concentração. O jeito era ligar e pedir ajuda. Mas é claro... ali naquele lugar deserto e longe de tudo, o celular não funcionava.

E agora, o que fazer? Como sair dali? O medo arrepiava minha pele. Os ruídos me assustavam... ao longe eu ouvia o latido de alguns cães e carros trafegando pela via expressa que ficava mais à frente. Ficar parada seria impossível;

o melhor era trancar o carro e caminhar até onde pudesse encontrar ajuda. Peguei minha bolsa, o celular, tranquei o carro e comecei a caminhar. Resolvi cantarolar uma música para espantar o medo.

Sentia o frio cortando minha pele. Era outono e o vestido leve de seda que eu estava usando não me livrava do vento gelado. Continuei cantarolando e tentando não pensar nos perigos e riscos daquele lugar.

Depois de caminhar por uns 10 minutos, ouvi ruídos atrás de mim e entrei em pânico. Imaginei que fosse algum animal e me preparei para o ataque. Virei-me para a direção do ruído e sem ter tempo de me aperceber de nada, alguém me segurava e tapava minha boca. Só ouvi a voz de um homem dizer:

- Calada... estamos longe da cidade. Não adianta espernear nem gritar porque ninguém vai te ouvir.

Sentia a respiração dele em cima de mim. Era um homem alto, moreno, forte e muito bonito. Estava mal vestido, me fazendo crer que devia ser algum morador daquele lugar. Virou-me de costas para ele e no meu ouvido ele continuava a falar:

- Hummmm... você é linda... vamos brincar um pouco. Não tem como fugir, portanto me obedeça e te deixarei ir assim que me cansar de você.

Assustada, tentei me desvencilhar das mãos daquele homem... tentei gritar, Mas não adiantava...ninguém poderia me escutar. As lágrimas começaram a cair e eu implorava desesperadamente para ele me soltar. Prometi que não contaria a ninguém... ofereci dinheiro e minhas jóias e nada adiantou.

- De você quero apenas seu corpo... nada mais!!!

Puxou-me pelos cabelos e me conduziu ao meio daquele matagal onde parecia haver uma trilha que levava a algum lugar. Caminhamos por uns 15 minutos e eu pude avistar uma casinha de madeira velha. Ele abriu a porta que rangeu ruidosamente. Puxou-me para dentro e fechou a porta atrás de si. Acendeu um lampião e entre sombras eu pude ver um pouco daquele cômodo. Pude ver que era uma casa de um cômodo só e um banheiro que mais parecia ter saído dos tempos das cavernas.

Tudo ali dentro era muito simples e antigo. Não havia chuveiro, nem aquecimento. Senti uma vontade enorme de sair correndo dali, mas não teria como. Em segundos ele me alcançaria e poderia ser bem pior. Tentei conversar... quem sabe uma conversa pudesse me livrar daquele cativeiro, mas assim que abri a boca, recebi um tapa tão forte no rosto que me fez rodopiar e cair no chão.

- Não quero ouvir uma palavra... Seja boazinha e me obedeça.

Levantou-me do chão e imediatamente amarrou meus pulsos em uma corda que pendiam de argolas presas ao teto. Eu chorava desesperadamente e me debatia inteira. Mas ele ignorando-me, pegou uma faca e cortou as alças de meu vestido que caiu no chão deixando-me só de calcinha e sutiã. Neste momento, movida pelo ódio que eu sentia, comecei a gritar e a dizer palavrões. Queria agredi-lo, mas ele estava longe do meu alcance.

Vendo a minha fúria, ele puxou ainda mais a corda, me deixando praticamente pendurada, quase sem apoio. Com a faca, cortou a calcinha e o sutiã e fiquei inteiramente nua. Ele se afastou e ficou me observando por algum tempo. Vi o tesão nos olhos dele e quase desmaiei de medo porque sabia o que ia acontecer. Ele abriu minhas pernas o máximo que pode e enfiou seus dedos na minha buceta, enquanto mordia e lambia meus mamilos.

O nojo tomou conta de mim... queria cuspir naquele homem torpe, mas ele percebeu deu-me um beijo tão intenso que paralisei. Sem poder dominar a força daquele homem, sentia seus dedos me abrindo. Ele beijou meu corpo inteiro, lambeu-me, causando-me náuseas profundas. Aquelas mãos percorriam meu corpo com fúria. Era como se eu fosse um simples objeto de manipulação. Nesse momento, puxou uma mesa e me colocou em cima dela. Fiquei sentada na mesa, com os braços ainda presos ao teto.

Ele abriu minhas pernas e amarrou os tornozelos aos pés da mesa; puxou-a um pouco mais à frente para que meu corpo ficasse inclinado para trás e eu ficasse mais exposta. Mordeu meus mamilos tão forte que me fez soltar um grito alto. Ele riu e passou a brincar com minha xaninha. Abria, enfiava os dedos e de repente começou a me lamber. Enfiava a língua, chupava meu clitóris. Sua língua quente já mexia com meus sentidos. Comecei a ofegar e ele continuou a me chupar intensamente. Incredulamente percebi o quanto estava excitada. Ele me lambia e enfiava os dedos até que percebeu meu tesão e começou a rir.

- Você quer né cadela? Tá toda melada. É uma vadia ordinária mesmo.

Dito isso, abriu o zíper da calça e tirou seu pau para fora. Enfiou com tanta força que novamente me arrancou um grito. Ele estava louco de tesão. Os seus movimentos dentro de mim estavam me deixando alucinada e o ouvi dizer:

- Quer cadela? Então implora... vai... implora...

Nesse momento perdi o pouco da razão que ainda me restava e me deixei levar pelo tesão.

- Eu quero... por favor...

- Quer? Implore!

- Por favor... por favor...quero ser sua...por favor

Nessa hora, nossos corpos se misturaram num mesmo desejo e nos entregamos ao prazer de um gozo intenso. Gozamos como loucos.

Depois de alguns momentos, desamarrou-me puxando-me pelo braço, saímos da cabana em direção a um lago que existia ali perto. Lavamos-nos sem trocarmos nenhuma palavra. Eu estava com raiva de mim mesma por ter me deixado levar pelo desejo. Mas tinha que admitir que nunca havia sentido nada parecido. Quem era aquele homem... o que ele queria?

De volta à cabana, vesti uma túnica que ele ofereceu e voltamos pelo mesmo caminho até a estradinha em que ele tinha me encontrado. Acompanhou-me até o meu carro, abriu a porta e antes que eu entrasse ele colocou uma correntinha em meu pescoço com uma inicial e disse:

- Sou seu Dono. Já tenho o seu corpo, agora vou conquistar sua alma!!! ... Vá para casa... lá você receberá todas as instruções necessárias.

Deu-me um beijo, virou-se e saiu.

Ainda pensando nas palavras dele entrei no carro e espantosamente ao virar a chave, ele ligou!!!

por: karla { K@ }


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