Servir ou Servir?

A escravidão no Brasil é proibida por Lei, porém no meio BDSM, no contexto de uma fantasia erótico-sexual, as pessoas se permitem viver relações similares. Vivências que, com maior ou menor nível de intensidade, se aproximam do que aconteceu nos primórdios da colonização brasileira.

Partindo desta idéia, sempre digo em tom de “brincadeira” que submissa tem que "ralar", tem que sofrer. Se ela escolheu esse papel, não tem que querer ficar no "bem-bom", caso contrário, melhor assumir-se como Rainha.

A escolha dos papéis é livre em nosso meio, cada um decide o que quer viver de acordo com suas aptidões e desejos.

Eu escolhi ser Dominador, já as minhas submissas, perceberam que o lado submisso lhes proporciona mais prazer.

Facetas estas que são tão opostas, mas que se completam no elo comum que nos une: a busca do prazer e satisfação pessoal. Por isso procuro conduzir minhas submissas a viverem a minha fantasia e as suas procurando ser mais fidedigno possível com o que definimos no período de negociação.

A definição do que vai acontecer a partir daí relaciona-se ao modo de ser e de entender de cada uma. Neste caso, as vivências têm formas e intensidades diferentes, mas sempre procuro conhecer as motivações que as trouxeram para o SM e deixo bem claro o que quero e o que espero de cada uma delas.

Gosto muito do controle, por isso sou sempre presente da vida das minhas submissas, controlo que elas podem comer, o que vão vestir, que tipos de lazer estão liberadas, quais as formas e o período que têm autorização para ter prazer sexual, sozinhas ou com seus parceiros (as casadas), entre outras coisas.

Todas elas, sem exceção, independente da classe que ocupam têm tarefas e cumprem regras, com dias e horários determinados... E o objetivo de tudo isto é tirá-las da zona de conforto e dar mais realismo ao papel que escolheram viver. Ao receberem a minha koleira, elas transferiram para mim o direito de controlar tudo, até mesmo o tempo que ficam na internet (MSN, chats, Orkut e outros), ou ainda assistindo novela, ou dormindo. As que trabalham, são casadas, têm filhos, devem se organizar para dedicar tempo na realização de suas tarefas, e, caso mereçam, ter contato comigo. Claro que as tarefas são condizentes com a realidade de cada uma. Caso tenham que sair de sua rotina para realizar qualquer atividade fora do cotidiano, só podem ir com a minha autorização. A desobediência ou o “esquecimento” implica em arcar com as conseqüências.

A dedicação, o esforço, a tentativa constante de superação das dificuldades, a forma como a submissa se entrega e se permite viver tudo isto que é a minha fantasia, é que faz toda a diferença! É nesse momento que consigo distinguir a verdadeira submissa, que por suas atitudes, torna-se digna de todo meu respeito e admiração, das demais pessoas do meio. Por outro lado, identifico também aquela que quer apenas estar submersa em sucessivas aventuras, pois diante da rotina e das reais provações, se perde facilmente e acaba devolvendo sua coleira nos primeiros obstáculos, ou me faz perder a motivação de levar a relação adiante.

Digo sempre e cada vez mais eu tenho certeza de que é com o sofrimento, a pressão física e psicológica, o cansaço, a humilhação, que o crescimento da submissa acontece... Quando elas estão realmente dispostas a viver a minha fantasia, que bem sei não é fácil, vejo dia a dia as minhas meninas desabrocharem como lindos botões de rosas.

Por isso, no Reino de K@ exijo muito de todas as minhas submissas, pois ou elas crescem e passam a fazer parte de um seleto grupo dignas de serem chamadas verdadeiramente como Submissas, ou pedem para sair.


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